C+ — App de Gestão Inteligente de Viagens Corporativas
- Ana Paula Curtipassi
- há 4 dias
- 3 min de leitura

Papel: Liderança UX & Produto
Empresa: Copastur
Liderei estrategicamente a evolução do C+, orientando o design de produto, priorizando decisões de experiência e alinhando times multidisciplinares para transformar o app no principal ponto de contato digital da Copastur.
Contexto e problema
A Copastur possuía múltiplos pontos de contato digitais para viagens, despesas e serviços corporativos, o que gerava fragmentação da experiência, baixa percepção de valor contínuo e dificuldade de escalar personalização e segurança em um ambiente corporativo complexo.
O desafio não era apenas consolidar funcionalidades em um aplicativo, mas definir o C+ como o hub central da experiência digital da Copastur, equilibrando usabilidade, personalização, segurança e aderência às diferentes realidades de clientes corporativos.
Meu papel com
o líder
Atuei como líder estratégica de UX e Produto no C+, com foco em definir visão, priorizar problemas e orientar decisões de experiência, mais do que atuar na execução direta de telas.
Coordenei designers e garanti que as decisões de UX e UI estivessem alinhadas a objetivos claros de engajamento, adoção e segurança — especialmente em módulos sensíveis como despesas e operações financeiras.
Decisões estratégicas
Uma das decisões centrais foi estruturar o C+ como uma experiência modular, onde viagens, despesas, mobilidade e serviços coexistem de forma integrada, mas com níveis diferentes de profundidade e segurança.
A personalização passou a ser tratada como um ativo estratégico: preferências de viagem, histórico, perfil do usuário e até dados como LinkedIn foram utilizados para enriquecer roteiros e recomendações, sem comprometer a simplicidade da jornada.
Em paralelo, definimos que o módulo financeiro exigia um patamar superior de confiança, o que levou à adoção de autenticação em dois fatores e verificação facial obrigatória — decisões que impactaram UX, tecnologia e compliance.

Trade-offs e complexidade
Um dos principais trade-offs foi equilibrar praticidade e segurança. Em um app corporativo, cada camada adicional de proteção aumenta fricção, mas reduz riscos operacionais e financeiros.
O papel da liderança de UX foi garantir que essas camadas fossem feitas com clareza, comunicação e orientação ao usuário, evitando sensação de bloqueio ou desconfiança.
Outro desafio foi escalar o app para diferentes perfis de clientes — desde empresas com uso intensivo de despesas e mobilidade até aquelas focadas apenas em gestão de viagens — sem criar experiências paralelas ou inconsistentes.
Impacto com dados reais
Os resultados ao longo de 2025 demonstram a consolidação do C+ como principal ponto de contato digital da Copastur.
O ecossistema atingiu 191.819 usuários ativos, com 1,86 milhão de sessões no período, mantendo uma taxa de engajamento de 64% na web e 85% no app, evidenciando forte aderência especialmente no ambiente mobile.
No aplicativo, funcionalidades ligadas a Despesas, Operações Financeiras e Viagens se destacaram como as mais utilizadas, validando a estratégia de centralização de jornadas críticas em um único produto.
Em mobilidade, o C+ movimentou mais de R$ 1,6 milhão, com 34 mil corridas realizadas, reforçando o impacto direto do produto na operação e na geração de valor para clientes corporativos

Aprendizados de liderança
Liderar o C+ reforçou a importância de atuar menos como executor e mais como orquestrador de decisões, garantindo coerência entre experiência, negócio e tecnologia.
Em produtos digitais corporativos, UX não é apenas interface — é governança, confiança e clareza. O sucesso do C+ veio menos da soma de funcionalidades e mais da capacidade de sustentar uma visão clara enquanto o produto escalava em complexidade, usuários e impacto financeiro.



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